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Pena máxima
Como o seu nome indica, Max Payne é
homem que não faz as coisa por metade. Policia eficaz e
marido feliz, decide fazer uma pausa na sua carreira
para consagrar-se mais a sua família e ver crescer seus
filhos tranquilamente. Mas as pessoas felizes nunca
foram grandes heróis dos video jogos , talvez por isso
que a vida calma de Max alterou-se quando encontra sua
mulher e o seu filho selvaticamente assassinados. Abater
os três ladrões responsáveis deste massacre não chega
para acalmar sua raiva e para esquecer, ele decide então
transferir-se numa outra secção e dar o máximo ao seu
trabalho.
Mas o passado recusa-se geralmente a ser esquecido tão
facilmente e é quando num banal encontro com um dos
agentes ao corrente da sua infiltração na máfia, três
anos mais tarde, que o Payne entra numa engrenagem
fatal. Responsável pela morte de três dezenas de
assaltantes de bancos (eles é que começaram) mas acusado
sem razão pelo assassino do seu colega, ele torna-se num
fugitivo, perseguido pela polícia, diversas máfias, uma
seita satânica e um traficante de armas.
Aqui está, o resumo em poucas palavras do cenário do
jogo. Os programadores escolheram um pouco por de todo
para criar esta história, por isso pensamos logo em
Payback ou ainda Sin City, tipo de herói solitário e
vingador que luta sozinho contra a corja e as
autoridades. A apresentação da história, é objecto de
bastante originalidade com um estilo bem particular, que
nos vai acompanhar ao longo da aventura. Uma excelente
ideia que contribui enormamente para o ambiente.

Atmosfera, atmosfera...
Esta é aliás um dos ponto chave do
jogo, bem antes do bullet time e outras
gracinhas. Ela está reforçada de diversas maneiras e,
com uma rara eficácia, mergulhando o jogador na história
desde do primeiro minuto do jogo. As vozes inglesas
estão com uma qualidade excelente (rezamos para uma
versão portuguesa...), os efeitos sonoros estão
particularmente bem adaptados e a música, ausente a
maior parte do tempo, activa-se nas passagens fortes do
jogo. O ambiente gráfico está ao mesmo nível e as
texturas que vestem os hotéis degradados e os cais mal
frequentados, cruéis de realismo, beneficiam de uma
iluminação adequada. Alguns lugares aparecem no entanto
vezes a mais e nas primeiras horas de jogo, cansamos-nos
dos muros destruídos e dos tapetes piolhentos. Mais tudo
arranja-se rapidamente, assim que chegarmos as casas
luxuosas e os edifícios novinhos em folha, prontos a
perder o brilho com a chegada do Payne.
Neste jogo não tens escolha. Qualquer
que seja a situação (excepto duas ou três excepções),
uma única possibilidade é oferecida ao jogador. Um
compartimento contem várias portas? Nada de escolher, só
uma está aberta. Alavancas e botões, se aparecem é
porque deve-se usar. Enfim, o jogo é bastante linear e
não colocamos muitas perguntas. As condições de
utilizaçao são claramente anunciadas desde do início:
Max Payne é um jogo de acção, um verdadeiro, um
puro, um duro, e de uma temível eficácia graças à
chegada de uma funcionalidade interessante, o
bullet
time.

Slow motion na ação
Mas o que é isso de bullet time
? Movimento lento, sem tirar nem por, mas aplicar
durante a acção. Em suma, basta carregar numa tecla (por
defeito, o botão direito direito do rato) para ver os
inimigos muito lentos, a trajectória das balas bem
visíveis e o mesmo acontece com o Max. O interesse pode
parecer pouco, e esta impressão confirma-se quando
olhamos alguém a jogar: parece frouxo, saltar por todo
lado como em Matrix. No entanto, basta jogar um pouco
para ver toda a riqueza. Salto perigoso à la John Woo,
mergulhos, o bullet time permite gerir com classe
algumas situações e dá uma dose de "cafeína" ao
gameplay.

No Payne, no gain
Este quadro idílico possui infelizmente
alguns reversos. A facto de estar sempre a saltar, usar
o bullet time, de matar muita gente e de seguir o
cenário que atola-se num certo classicismo, temos quase
tendência em não ver o tempo passar. E é assim com
alguma surpresa que encontramos o fim do jogo, ao fim de
uma quinzena de horas de jogo e duas dezenas de
capítulos (divididos em três grandes partes). Como todo
o jogo de acção variado respeita-se, Max Payne
possui uma longevidade bastante curta. Quinze horas,
dirias que já não é mau, ainda que todo o jogo é de
tirar a respiração... mas voltar a jogá-lo depois de o
acabar é outra história. O modo "fácil" é o único
acessível no início, e ele permite desbloquear o nível
de dificuldade "médio" (este uma vez acabado, temos
direito ao modo "muito difícil") assim como o Minute
mode, que consiste em acabar o jogo num tempo
limite, cada inimigo eliminado oferece alguns segundos
suplementares. Os diferentes níveis de dificuldade não
trazem muito de novo, e, se reviver as aventuras de Max
é bastante aliciante, toda motivação desaparece quando
damos conta que já não podemos fazer zapping as longas
cenas cinemáticas oferecidas durante o jogo, que
descreve o cenário que já conhecemos de cor.
Nota-se também a ausência absoluta do modo
multiplayer, que teria aumentado a longevidade. O
interesse de um multi teria sido no entanto relativo: o
jogo foi claramente concebido para solo e, sem o
bullet time, perde-se muito da sensação. Por isso
não é grande perda.

Conclusão
O ambiente e a acção intensos, o
gameplay aliciante, a realização excelente e o
bullet time implantado de maneira magistral... este
jogo não vai desiludir as esperanças postas nele. Um
melhor trabalho dos níveis de dificuldade teria sem
dúvida aumentado a longevidade já correcta, mas não
sejamos fidalgos: Max Payne é O novo
standard na matéria do jogo de acção... e deve-se manter
no topo por muito tempo.

Ficha
Técnica:
Produtor : Remedy Entertainment
Editor : Take Two Interactive
Data lançamento : 31 de Julho de
2001
Género : Ação
Configuração mínima : Pentium
400 MHz, 128 Mb RAM, Pl. Graf. 3D
Configuração recomendada :
Pentium 700 MHz, 128 Mb RAM, Pl. Graf. 3D
Saiba mais :
http://maxpayne.godgames.com

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