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Será que a VUG
conseguiu o seu intento? Na verdade, não teria como
não conseguir, já que Condition Zero também traz a
sua porção multiplayer. Ou seja, é um Counter-Strike
acrescido de (20) missões para um jogador, além de
armas e outras novidades. O destaque fica por conta
de um sistema de "inteligência artificial de última
geração", segundo a própria empresa.
Enquanto
Counter-Strike pode ser, digamos, indigesto para
jogadores casuais - e até para aqueles que não
dispõe de uma boa conexão à Internet -, Condition
Zero é destinado para quase todos os públicos. São
quatro níveis de dificuldade (no modo Campanha), e
facilidades, por exemplo, para comprar armas e
equipamentos. Já os cenários e a própria interface
do jogo são muito similares ao original, dando a
impressão - pelo menos para quem conhece
Counter-Strike - de que estamos, da fato, entrando
em uma disputa online.
O enredo
também é o mesmo: ações táticas de combate ao
terrorismo. São mais de 20 missões, que se
desenrolam em centenas de objetivos diferentes e
adequados ao nível determinado pelo usuário -
curiosidade: o primeiro objetivo, no nível mais
fácil, é... matar um oponente. Só isso. Muitos
terrenos são velhos conhecidos de quem costuma jogar
Counter-Strike, mas para esses e também para os
novatos, há uma diversidade de (novos) cenários "ao
redor do planeta".
São três
os modos de disputa. No principal, Campanha, o
usuário escolhe o nível de dificuldade, o mapa e até
os integrantes do seu pelotão - também "bots", cada
um com características, habilidades e... custos
diferentes. Na medida em que vai evoluindo, o
jogador vai tendo acesso aos outros mapas e a
soldados mais "especializados". No modo "Custom
Game", o usuário pode escolher qualquer mapa e,
inclusive, treinar para disputas online.
O
terceiro modo é chamado de "Deleted Scenes", criado
a partir da etapa do desenvolvimento que coube
inicialmente à Entertainment, ou seja, antes do
projeto ter sido assumido pela Turtle Rock. De
acordo com a VUG, trata-se praticamente de um outro
jogo, inacabado, mas que traz características
interessantes como o evento apresentado no filme "Black
Hawk Down". Um acréscimo, no mínimo, curioso.
Condition Zero traz ainda, pelo menos, cinco novas
armas e equipamentos: pistolas M60, lançadores de
mísseis LAW, coquetéis Molotov, máscaras contra gás
e coletes à prova de bala.
Bom...
depois dessa (longa) apresentação, vamos à avaliação
propriamente dita. Condition Zero é um bom jogo?
Não... é ótimo. É impossível não reconhecer os
méritos da Sierra nesta espécie de adaptação de
Counter-Strike. Mas ainda estamos longe de ver o
computador simular os acertos - e erros - dos
soldados comandados pelos jogadores que infestam as
salas de jogatina online. Assim, o título deve
passar longe dos fãs do famoso mod de Half Life, no
qual foi baseado.
Condition Zero é, portanto, destinado para quem não
se enveredou pelo mundo dos games online. E aí que
está o principal problema: quem é que curte jogos ao
estilo Counter-Strike e ainda não aderiu ao
fenômeno? Difícil de imaginar. Fora isso, o título
cumpre o que promete. Embora não tenha gráficos
aprimorados, seu visual é interessante. E o melhor:
não pesa na máquina. A configuração mínima exigida é
um Pentium III de 500 MHz, com 96 MB de RAM, 500 MB
de espaço em disco e placa de vídeo de 16 MB.
Uma
vantagem interessante é que Condition Zero,
finalmente, dispensa a necessidade do usuário ter o
combalido Half Life instalado na máquina para jogar
Counter Strike. E o preço (de sugestão) até que não
é dos piores, R$ 79,90, abaixo do valor de alguns
lançamentos do mesmo nível. De quebra, o jogador
ganha um CD com vídeos do aguardado Half Life 2. O
problema é que são os primeiros que chegaram ao
público, se não me engano, por volta da E3 do ano
passado. Os fanáticos já devem ter visto... várias
vezes.

Ficha Técnica
Plataforma: PC
Lançamento:
março de 2004
Desenvolvimento:
Turtle Rock
Produção:
Sierra
Localização:
Somente caixa e manual
Preço: R$
79,00
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